Mark saiu primeiro, com a toalha sobre o ombro e aquele mesmo sorriso tranquilo no rosto.
“A Sophie já está quase terminando”, disse ele casualmente. “Você não precisava esperar aqui em cima.”
Eu fiquei olhando para ele.
Em seu rosto.
Para o homem com quem eu havia compartilhado a cama por anos.
E pela primeira vez…
Não senti nada familiar.
Apenas a distância.
Só frio.
"Eu só queria dar boa noite", eu disse, com a voz firme de uma forma que surpreendeu até a mim mesma.
Ele me estudou por um segundo.
Muito longo.
Como se ele estivesse tentando ler alguma coisa.
Então ele assentiu com a cabeça. "Ela já sai."
Ele passou por mim.
E eu senti o cheiro novamente.
Aquele mesmo aroma fraco e estranho.
Doce.
Artificial.
Meu estômago embrulhou.
Permaneci onde estava.
Eu não me mexi.
Eu não falei.
Até que Sophie saiu.
Enrolado firmemente em uma toalha.
Cabeça baixa.
Como sempre.
Eu me ajoelhei imediatamente.
"Ei, meu bem", eu disse baixinho.
Ela olhou para mim — e por um breve segundo, algo brilhou em seus olhos.
Alívio.
Então desapareceu.
"Estou cansada", ela sussurrou.
"Eu sei", eu disse, puxando-a para meus braços. "Está tudo bem."
Ouvi Mark descendo as escadas atrás de mim.
Calma.
Despreocupado.
Como se nada tivesse acontecido.
Como se nada estivesse errado.
Mas algo estava errado.
E agora—
Eu não ia mais ignorar isso.
Uma batida estrondosa soou na porta da frente.
Alto.
Afiado.
Autoridade.
Os passos de Mark pararam.
Tudo congelou.
Então veio a voz.
“Polícia! Abra a porta!”
Mark virou-se lentamente em direção ao corredor.
Em minha direção.
Sua expressão mudou.
Apenas um pouco.
Na medida certa.
E naquele momento—
Eu sabia.
Seja lá o que estivesse acontecendo naquele banheiro…
Ele jamais imaginou que terminaria assim.
Continue para a PARTE 3… onde a verdade é revelada — e o que a polícia descobre muda tudo.
PARTE 3 — O que eles encontraram
Mark abriu a porta com um sorriso.
Aquele mesmo sorriso ensaiado.
Aquele que enganou a todos durante anos.
“Oficiais”, disse ele com leveza. “Aconteceu alguma coisa?”
Dois policiais entraram.
Eles não retribuíram o sorriso.
“Recebemos uma ligação”, disse um deles. “Precisamos fazer algumas perguntas.”
Mark olhou para mim.
Só uma olhadinha rápida.
Mas isso dizia tudo.
Você fez isso.
Eu não desviei o olhar.
“Sim”, eu disse baixinho, dando um passo à frente com Sophie nos braços. “Eu tomei a decisão.”
A sala mudou de posição.
Não em voz alta.
Não de forma dra