Eu escondi 26 câmeras para flagrar minha babá preguiçosa, mas às 3h da manhã, vi meu marido entrar no quarto do bebê usando luvas pretas. A babá não estava dormindo.

Uma descoberta noturna

O relógio tic-tacava alto na escuridão, o zumbido suave da casa ao meu redor era um lembrete indesejado de que o sono me escapava mais uma vez. Eu estava deitada na cama, os lençóis emaranhados nas minhas pernas, sentindo-me ansiosa e irritada. Lá fora, a noite estava calma, nem mesmo o farfalhar das folhas para quebrar o silêncio. Meu celular vibrou no criado-mudo, uma luz suave iluminando a escuridão, e eu o peguei, semicerrando os olhos para a tela. Um alerta de câmera. Meu coração disparou. Eram 3h da manhã.

Eu não tinha a intenção de me tornar o tipo de mulher que esconde câmeras pela casa. Eu havia prometido a mim mesma que não seria essa pessoa. Mas depois de meses de inquietação, vendo meu filho Matthew chorar de forma diferente quando eu não estava por perto, recorri a medidas desesperadas. Vinte e seis câmeras, escondidas por toda parte — elas se tornaram minhas companheiras secretas. Eu as posicionei cuidadosamente, um exército silencioso para flagrar Rosa, nossa babá, em qualquer ato que me deixasse tão inquieta.

Abri a transmissão da câmera. A imagem piscou antes de se estabilizar. Lá estava ela — Rosa, bem ao lado do berço de Matthew. Meu estômago embrulhou ao ver sua expressão de olhos arregalados. Ela não estava caída, meio adormecida no sofá como da outra vez. Não, desta vez ela estava alerta, de sapatos nos pés, corpo tenso. Como se estivesse esperando uma visita.